segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DOS DESFILES DO DIA 7 DE SETEMBRO EM RIACHUELO - RN (1ª PARTE)



Em primeiro lugar gostaria de deixar claro que esta matéria eu fiz com base em entrevistas e pesquisas realizadas com pessoas responsáveis pela organização dos antigos desfiles do 7 de setembro em Riachuelo - RN. Em nenhum momento quero aqui envolver política assim como tudo em Riachuelo infelizmente gira em torno disso, muito menos aceitarei comentários relacionados, mas peço que todos usem de bom censo ao analisar o que escrevo e descrevo nesta postagem. Contarei apenas a verdade de acordo com os relatos, se alguém encontrar algum equívoco, por favor, entre em contato para que eu corrija.

Em meados de 1965 nas gestões dos prefeitos Amélio Azevedo e José Alves, iniciou-se a cultura das comemorações da semana da pátria com o tradicional desfile do 7 de Setembro realizado pelas escolas: Escola Estadual Manoel Severiano – EEMS e a (extinta) Escola Municipal Presidente Kennedy - EMPK. O evento era organizado através de reuniões onde contava com a participação dos diretores das escolas juntamente com os professores, tanto da zona urbana como da zona rural e o prefeito da cidade. Cada escola (estadual e municipal) tinha seu próprio desfile, o que inevitavelmente acabou gerando certa disputa entre as escolas que não mediam esforços para que tudo saísse como nos conformes.



(Para visualização das fotos em tamanho maior,
clique em cada imagem uma de cada vez)



Escola Municipal Presidente Kennedy
(Do arquivo de Fátima Bevenuto)

Alunos da Escola Municipal Presidente Kennedy -1972 ,
meu tio Francisco Segundo, é o segundo da frente à esquerda
(Foto: arquivo de Fátima Bevenuto)

Banda marcial em 1973 na conhecida Rua do cortiço
(Foto: arquivo de Fátima Bevenuto)
             
Nildo de Zé soldado
com a bandeira da E.E.Manoel Severiano
(Foto: arquivo pessoal)



Gonçala Bevenuto (no centro) e Dinda à direita

A prefeitura na época achou por grande necessidade criar uma banda própria da cidade. Durante as gestões de Amélio Azevedo e José Alves, foram comprados os instrumentos, e então foi criada a Banda Marcial do município que foi aumentando em número de integrantes e nos últimos anos antes de acabar já era formada por 70 componentes, todos da própria cidade.

Banda Marcial PRESIDENTE KENNEDY
(Foto: arquivo de Nazaréht Jerônimo)

                                    Foto do arquivo de Nazaréht Jerônimo

Banda da E.E.MANOEL SEVERIANO
Detalhe: Dedé (vigia da escola) no centro - 1973


Depois de tomadas todas as decisões referentes à organização do evento, cada escola partia para a batalha, organizando eventos como festas, feijoadas, etc. Segundo Gracinha Alves que na época era uma das responsáveis pelo evento na Escola Municipal Presidente Kennedy, as dificuldades foram maiores no início, mas nunca houve empecilhos que não pudesse ser realizado.


Foto de 1978 do arquivo de Elizabete souza - Beta de Nenê
(a segunda loira à esquerda)


Na foto logo abaixo estão:

Branca de Éster de moço, Nevinha de Claudir, Mariinha de joca, joana D'arc de Armando, Francisca de Birina, Mazé Bezerra, Nazaréth Jerônimo, Maria de Jesus Severina, Rejane de Minona, Joelma (a fada), Joalice, entres outras...

Alunas do "Grupo Novo"
(Pte. Kennedy apresentando Coreografia durante desfile
e logo atrás, os vaqueiros (foto do arquivo de Nazareth Jerônimo)


Alunas do "Grupo Novo" (Pte. Kennedy) em 1979
ensaiando Coreografia feita por Ilza alves.
A aluna da esquerda é Sandra de Jânio
(Foto do arquivo de Sandra)

As famílias participavam com entusiasmo e ajudavam na compra das vestimentas (também chamadas popularmente de “trajes”), a direção também ajudava em partes. Segundo ela os custos apesar de altos, não eram problema devido à ajuda dos pais que já ficavam naquela expectativa de querer saber com que roupa o seu (sua) filho (a) desfilaria para já irem providenciando os trajes. Apesar da tamanha dificuldade que existia na época em relação às condições financeiras precárias da maioria dos pais, eles se viravam como podiam, pois ver o filho ou a filha desfilar com um belo traje no dia mais esperado do ano, era a coisa mais importante, e motivo de orgulho para toda família. Logo no início do ano já se reuniam diretores e familiares e já diziam o que cada criança precisaria. Os ensaios eram todas as sextas feiras.
 

Jordana Alves

Virgínia Cavalcante

Gonêzinho

A comissão organizadora do desfile da Escola Municipal Presidente Kennedy eram:

· Mª das Graças Alves de Melo (diretora da escola);
· Mª de Fátima Bevenuto;
· Isabel Mª Alves;
· Geraldo Magela.

Foto do palanque onde podemos ver o prefeito José Alves à direita e Magela discursando à esquerda. Também nesta foto, as bandas das duas escolas, a do município à esquerda, todos de branco, e a da escola estadual à direita, todos de calças escuras (foto do arquivo de Nazareth Jerônimo)

Como já havia falado, na época existia grande rivalidade entre as escolas, mas isso não atrapalhava, pelo contrário, dava mais estímulo para que cada escola fizesse um desfile mais bonito que o outro. Segundo uma das nossas entrevistadas, a escola municipal era sempre a vencedora. Os temas a serem apresentados eram sempre relacionados aos assuntos que estavam no auge no momento, mas alguns personagens históricos como Dom Pedro, Leopoldina e Princesa Isabel sempre marcavam presença todos os anos nos desfiles. Estes sempre eram grandes destaques. Dom Pedro sempre a cavalo com sua cavalaria vindo logo atrás, carruagens traziam Leopoldina e a princesa Isabel, tudo com muito glamour, muito brilho! Muito luxo! Até o avião 14 bis saiu em um dos desfiles da Escola M. Presidente Kennedy.

                                    Jerson - Dom Pedro (foto do arquivo de Fátima Bevenuto)

Jânio Azevedo (Foto do arquivo de Sandra e Jânio)
   

Leopoldina e seus filhos - Lúcia Ribeiro, Marineves de branco escondidinha à esquerda, Aida Ribeiro e outros (fotos do arquivo de Aida Ribeiro)



Aída Ribeiro no carro dos contos de fadas
(foto do arquivo pessoal)

Aída Ribeiro no carro dos contos de fadas
(foto do arquivo pessoal)

 Último grande desfile em 1991 E.E.Manoel Severiano
CARRUAGEM DA PRINCESA IZABEL
representada por Aída Ribeiro
(foto do arquivo pessoal)



O desfile do 7 de setembro realizado todos os anos em Riachuelo era tão famoso que atraía pessoas de toda a região que vinham em massa só para prestigiar o evento. Segundo nossos entrevistados as próprias pessoas que se deslocavam para vir assistir o desfile afirmavam que o desfile de Riachuelo era sem dúvida o mais belo e mais organizado da região. Eu mesmo me lembro do tamanho da multidão. Lembro dos soldados que ficavam dando assistência para que durante o desfile ninguém saísse da fila, era tudo muito organizado mesmo! Riachuelo tinha história, cultura social e pessoas dispostas a realizar e mostrar sempre o melhor!



Nazareth Jerônimo (Fotos do arquivo pessoal)

Detalhe: Vejamos que antigamente a BR passava no final da rua que hoje é a praça José Quirino, era lá onde acontecia todo o movimento da cidade, inclusive os desfiles.

Detalhe: O garoto de cabeça baixa à esquerda é canindé,
mais conhecido como Maria Eliudy

Nazareth Jerônino, sua irmã Márcia entre outras crianças
(Foto: arquivo pessoal)


   Zé Soldado e outros policiais de Riachuelo
(foto do arquivo pessoal de Nildo)


Segundo Joana de Oliveira Catão, mais conhecida como Dona Joanita (ex-diretora da escola estadual), o tempo que levavam desde os primeiros preparativos, passando pelos ensaios, de banda, coreografias, até o dia do desfile era de um mês. No início, dos primeiros desfiles segundo ela, a diretora era a senhora Damiana Câmara. Dona Joanita falou que assim como na escola municipal, a estadual também contava com a ajuda dos pais na compra dos trajes, e que na confecção dos adereços toda a comunidade escolar se empenhava. O artista Plástico Ari, que atualmente mora em João pessoa, era um dos grandes responsáveis pela confecção de adereços.

Dona Maria das Neves Cavalcante Basílio, mais conhecida como Dona Nevinha de Paulo, que na época trabalhava nas duas escolas, conta que era muito difícil para ela, pois ela não podia torcer nem pra uma, nem para a outra, tudo era feito às escondidas, ou seja, nenhuma escola poderia sair falando o que iriam trazer de novidades para a avenida, a cada ano era sempre assim. As costureiras tinham que trabalhar em plena madrugada para ninguém ver. Era tudo feito num sigilo total, e isso gerava na população muita ansiedade e muita expectativa que ia se intensificando na medida em que se aproximava o dia do desfile.

Leônia Pereira à esquerda em 1969.
(Foto do arquivo de Fátima Bevenuto)

Desfile de 1982 da E.E.M.S.:
Aldeni, Givanildo, Joana D'arc, Damião, Givaldo
(do arquivo de Aldeni)


Desfile 1982 da E.E.M.S.:
Rejane - porta bandeira, Joana D'arc, Aldeni e Joquinha
(Do arquivo de Adeni)

Desfile de 1983 da E.E.M.S.
Os jogadores são: Antônio Américo e Zé de dulce (marido de cida)


Ainda segundo Dona Nevinha, nos primeiros desfiles da Escola Estadual Manoel Severiano, muitas idéias e muitas novidades foram trazidas de Natal por Dona Maria do Carmo (in memória) quando foi diretora. A comemoração em Cachoeira, segundo ela era feita um dia antes ao desfile em Riachuelo. E lá desfilavam as escolas: E.M.Francisquinho Caetano e E.E. Juvenal Lamartine.

As escolas de toda a zona rural vinham para Riachuelo no dia do desfile, A E.E.Elza Lamartine da Fazenda Lagoa Nova, como também a escola de Umbu do Paulo, Serra da Formiga, etc. Isso fazia com que a cidade inteira ficasse movimentada desde logo cedo, às 5:00 horas da manhã a cidade já acordava com uma alvorada, e as escolas recebiam todos os alunos e tinha que preparar merenda para todos.


Família de Marinaide (foto de seu arquivo pessoal)

Edinilda (Nidinha), Erenir, e Edilma (arquivo pessoal)


Francimar (Beta de Chico da fazenda) e Elione de filha de Chico Ízidio, antes do desfile do Manoel Severiano posando em frente ao carro que levou o papa do desfile.(foto do arquivo de Beta)

Edilson (Nenê de Chico da fazenda) e atrás dele o meu tio Tico, a loira à direita é Fatinha de Zé Maria, na hora da chegada do desfile do Manoel Severiano.
Detalhe: Os que estão parados à direita são do Pte. Kennedy que sempre desfilava na frente e assim assistiam todo o desfile da escola estadual.


Segundo minha mãe, a senhora Maria de Fátima Bevenuto, que na época era também uma das responsáveis pela organização da banda marcial do município, conta que a banda se organizava em frente à sua residência, ou seja, na antiga casa de minha avó Dona Isabel (in memória), essa rua era também conhecida como rua do avelóz, e era de lá que a banda saía para a alvorada às 5:00 horas da manhã e para o desfile à tarde.


    
Foto da banda em 1975
(do arquivo de Fátima Bevenuto)


Banda Marcial Pte. Kennedy em 1978
época da gestão de Maria das Graças Alves na direção da Escola Municipal Pte Kennedy. Detalhe: O da direita é meu tio Tico, o do centro é Messias de Zilda, e logo atrás dele Terezinha (Tetê).
(Foto do arquivo pessoal de tio Tico)

Foto de 1975: Fátima Bevenuto e os irmãos Tico e Miguel
(arquivo pessoal)

Nesta foto: Zezinho de Maria Carreiro e Fátima Bevenuto
(arquivo pessoal)



 Veja os nomes de alguns dos componentes que fizeram parte da banda:


1. Mª de Fátima Bevenuto

2. Nazaré Jerônimo

3. Terezinha Lourenço (Tetê)

4. Lindalva Mariano

5. Kerginaldo Mariano

6. Manoel Quirino (Finado Manu) in memória

7. Expedito Leonardo

8. Adelino Nicolau

9. Gorete Pereira (de Parnamirim)

10. Reginaldo Gabriel

11. Nonato Paiva

12. Aluísio Ambrósio

13. Fernando de Constância

14. Messias

15. Juarez

16. Nona

17. Cristina Soares

18. Maria (de mãezinha)

19. Mineirinho

20. Francisco de Assis Bevenuto (tio Tico)

21. Maria Leonia Pereira

22. Beta Lourenço




Segundo um de nossos entrevistados, a causa de não existirem mais desfiles de 7 de setembro como antigamente em nossa cidade, é a falta de interesse e de coragem por parte das autoridades e de determinação de ambos. E nosso entrevistado fala ainda do quanto precisamos de pessoas que tenham interesse em voltar a resgatar essa importante cultura.


Foto de 1989 após desfile da Escola municipal Presidente Kennedy
(Fotos do arquivo de Nete)

Concentração para o desfile da E.M.Presidente Kennedy em 1990
Nesta foto: No primeiro plano Givaneide (Gil dígitos), e os primos Alexandre e Joacla, atrás: Maria no cantinho à esquerda, e no centro Márcia e Ana de Virgílio.
Detalhe: todas com o cabelo na moda dos anos 80

Fotos 1990: Josinete Cândido
após desfile da Escola municipal Pte. Kennedy
(arquivo pessoal)

Foto de1990: Edileuza e Josinete (aquivo de Nete)


Um momento marcante durante minha coleta de informações na casa dos entrevistados foi durante minha conversa com a senhora Mª das Graças Alves (Gracinha Alves), quando perguntei se ela sentia saudades daquela época e se esse tipo de evento fazia lhe falta nos dias de hoje, nessa hora ela se emocionou ao falar com sinceridade a respeito disso, e citou a frase: “Como diz o velho ditado, é nessas horas que a gente vê que era feliz e não sabia. Se é muito emocionante só em falar, imagine se as pessoas pudessem conhecer o que era um desfile aqui antigamente, saberiam dar valor a pessoas que tanto fizeram pela cultura dessa cidade...” Nessa hora confesso que eu mesmo também não contive as lágrimas. Gracinha conta ainda que a mentalidade dos jovens de hoje é muito diferente dos de antigamente, e que é muito importante conhecer esta linda história sobre as nossas raízes. Manter viva nossa essência! Segundo ela seu maior sonho é voltar a realizar este evento em nossa cidade. Abaixo veja fotos das crianças do projeto casulo que sempre desfilavam no centro do desfile da escola municipal.


Fátima Bevenuto com alunos do pré-escolar
(Foto: arquivo de Gracinha Alves)


Nesta foto: Hércílio, Dida de Chaga Leite, Nete de Geralda,
Jorlan Kardeck, Wiston de Minona, Ozivan, Wendell...


Nesta foto: Elitânia (atrás com a bandeira), Wellington (no meio) e Jardel



O ÚLTIMO GRANDE DESFILE


Em 1991, foi o ano em que aconteceu o último grande desfile das escolas estadual e municipal, o vereador José Fagundes de Melo lançou um projeto que foi aprovado na câmara municipal, e que através deste, o atual prefeito na época José de Anchieta, fez doação do fardamento e tênis para aqueles que não tinham condições de comprar. Ele não media esforços em ajudar.



Veja as fotos do desfile da 
E.E.MANOEL SEVERIANO (1991):


Eduardo em pé no chão, logo atrás , o filho de Chaga Leite, Colorida de azul, e Nino (foto arquivo de Edu)

Edu de Seu Eduardo

Marinaide

Edna Cristina

Wellington, Winston, e Cleudison

Meu tio Tico e minhas primas Adaliana e Apoliana (Bevenutos)

Vitória (representando um dos órgãos públicos)
com as sobrinhas que são também minhas primas Adaliana e Apoliana,
o garoto ao fundo é Samuel
(foto do arquivo pessoal de Adaliana)


Jordana alves (pelotão dos escoteiros), e os dois atrás são: Wellington e Saletinha


Apoliana, Deuzinha, Madalena, Rani, Paulinha, sônia, Janinha, Magdaly e Kelly
representando as cores da bandeira nacional

Paulinha (e Maxuel lá atrás)


Apoliana (minha prima), Deuzinha,
Madalena, Rani de Zé Raimundo e Giliane.


Na fila esquerda da foto :Paulinha(de verde), e atrás, Sônia (de amarelo).
Na fila direita da foto: 1ª Magdaly, 2ª Kelly filha de Jurandir,
3ª Edna Cristina, e 4º Emerson (Bekior).


Aniete Fernandes (de branco), wiston (ao fundo),
Joninhas de Joalice (o de branco), e Sônia (de amarelo)


Ricardo Bevenuto (Sim, eu mesmo)


Ricardo Bevenuto (arquivo pessoal)

Xuxa, as paquitas e os paquitos

Xuxa (Raiane)

Não é Sandy e Júnior, mas são as 4 estações do ano:
Verão, Outono, Primavera e Inverno.
Rosa, Kika, Iara e Marinaide


Janália (paquita) e Tiago

Xuxa (Raiane)


Xuxa, paquitas e paquitos
Da esquerda para a direita:
Janália, Balinha, Camila, Raiane, Joelder, Renato (meu irmão), Lorena, e Aniely


Princesa Isabel (Aída)

Princesa Isabel (Aída), Raiane e Janália

Mara Maravilha (Jussara)

Mara e As maravilhas
Shirley, Michelly, Luana, Jussara e Séfora Lisbânia


Séfora Lisbânia de Cachoeira (ex-conselheira tutelar)

Séfora - maravilha da Mara

Adaliana Bevenuto (minha prima)
Maravilha da Mara

Pré Escolar Pinguinho de gente (E.E.Manoel Severiano)
Nesta foto: As professoras Raimunda de Bena, e Aldeni
As crianças: Da esquerda para a direita, Joãzinho de João da paraíba, Crinaura, no centro Alexandre de Aldenir, lá atrás Nenzinho (meu irmão), o segundo à direita é Berguinho de Beéca (de SPP), atrás dele é Analine de Dinda, e depois Bazinho.


Alexandre após o desfile 1991(foto do arquivo de Aldenir)
Detalhe: Coitada dessa pessoa que levou essa placa, deve ter ficado com os braços todos doloridos, é um quadro negro pequeno mais pesa!
Mas...tudo pelo desfile de sua escola, né!




Veja as fotos do desfile da 
E.M.PRESIDENTE KENNEDY (1991):


Os irmãos Nete, joildo e Néia


Dedé e Bruno



Segundo os entrevistados, os instrumentos da banda marcial foram comprados pelos prefeitos, tais como Amélio Azevedo, José Alves de Lima, Manoel Lindolfo de Queiróz e José de Anchieta Alves. Estes foram os responsáveis em dar continuidade aos grandes desfiles do dia da independência do Brasil na cidade de Riachuelo, gestão após gestão, pelo melhor da cultura da nossa cidade que são as comemorações do dia 7 de setembro.



CURIOSIDADES!!!


  • A escola municipal Presidente Kennedy era chamada de Grupo novo.
  • As pessoas da época afirmam que era difícil ter dinheiro até pra bater foto, e por isso muitos afirmam não ter fotos de recordação.
  • A maioria dos alunos só queria desfilar de “trajes” porque era mais chique, ninguém queria ir de farda por que era algo comum.
  • A escola municipal sempre desfilava primeiro, ou seja, abria o desfile (chique não?)
  • A escola estadual sempre desfilava logo depois (será que era por ser a mais esperada?) rsrsr... Sou suspeito em falar né? Sou ex-aluno.
  • As crianças do Projeto Casulo sempre desfilavam no centro do desfile da escola municipal.
  • A banda municipal começou com poucos componentes, mas foi aumentando com o passar dos anos, por fim chegando a 70 integrantes.
  • As cores das fardas da banda municipal foram: Em 73 – Calça e camisa branca e colete vermelho; em 75 – calça vinho e túnica azul; e nos anos seguintes a farda era azul e branca, a mais bonita de todas.
  • Devido a rivalidade e disputa entre as escolas, os alunos do Manoel Severiano (estadual) chamavam os alunos do Presidente Kennedy (municipal) de "OS BOIÃO DO GRUPO NOVO" (Sorte que na época não existia Builyng)

AGRADECIMENTOS

A todos sem exceção que colaboraram de alguma forma para que esse trabalho fosse realizado, o meu muito obrigado. Aos todos os queridos e queridas conterrâneas que fizeram parte desta linda história e que gentilmente reservaram um pouco de seu tempo para me receber e conceder entrevista e coleta de dados, e as que com carinho e atenção disponibilizaram fotos de seus arquivos pessoais para que fossem aqui publicados. 
E saibam que as futuras gerações também lhes agradecem. De coração, o meu muitíssimo obrigado a cada um de vocês. 

Ricardo Bevenuto.





domingo, 4 de setembro de 2011

Minha história de vida profissional como desenhista e artista plástico


Ricardo Bevenuto - Desenhista e artísta plástico - Foto: Arquivo pessoal


"É com imenso prazer que inicio minha primeira postagem no meu blog contando pra vocês um pouco da minha trajetória na minha vida profissional. Não poderia jamais deixam de iniciar falando um pouquinho de mim, e aproveitando a oportunidade que tive quando fui convidado a escrever essa biografia para um trabalho escolar acerca de minha vida exclusivamente profissional, quero aqui e agora compartilhar com vocês. Espero que gostem!"

Meu nome é Francisco Ricardo Bevenuto da Silva, Brasileiro, nascido na cidade de Natal-RN no ano de 1979. Me criei na cidade de Riachuelo aqui no RN, onde passei toda a minha infância e onde vivo até hoje. Sou formado em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA. Atualmente trabalho como secretário do turno vespertino na Creche Municipal Pequenos Querubins desde o ano de 2005.

Desde criança eu sempre gostei de desenhar, e isso era talvez uma das coisas que eu mais fazia durante a minha infância. Lembro-me de que meu pai não era muito a favor da idéia de eu só viver desenhando, pois ele achava que isso não dava futuro pra ninguém, e que eu tinha que estudar e ajudá-lo no roçado, essas coisas de antigamente, dos mais velhos. Mas, no entanto, hoje em dia ele pôde perceber que isso é um dom, e que dom não é pra quem quer, é pra quem Deus dá. E se é dado por Deus, tem que ser usado, não desperdiçado.

Então foi assim que se deu o meu início no desenho e na pintura. A cada dia eu ia me aperfeiçoando sozinho, e no início gostava de fazer meus desenhos olhando por outros, tentando fazer igual, e depois fui começando a criar meus próprios desenhos, da minha cabeça, usando a criatividade. Por isso mesmo é que eu acho muito importante para as crianças na fase desde em que começam a freqüentar a creche, os professores explorarem esse lado artístico delas e a coordenação motora, pois podem surgir grandes futuros talentos, e eu torço muito por isso.

Durante minha fase escolar os meus desenhos chamavam a atenção de colegas e professores, às vezes eu gostava de desenhar nas carteiras, para que as turmas dos outros turnos vissem e fizessem comentários, mas em paredes eu nunca fiz, pois já acho um ato de vandalismo. Assim fui crescendo e me tornando conhecido como um dos melhores desenhistas da cidade, de modo que até começaram a surgir pessoas de fora procurando por meus trabalhos, e até oferecendo oportunidades de emprego em lojas de aniversários, etc. Mas confesso que nesse ponto sempre fui medroso, de ter que deixar minha cidade, casa, família, e até hoje sou assim.

Em 1996, ano em que concluí o magistério, minha mãe pagou para mim um curso de Desenho artístico e publicitário, pelo Instituto Universal Brasileiro, bastante conhecido, que se faz por correspondência via correios, e do qual hoje tenho o certificado de conclusão. Foi maravilhosa essa oportunidade que a minha mãe me deu naquele ano, pois isso só veio a aperfeiçoar meu dom, o dom que Deus me deu. Por isso eu a agradeço muito, de coração.

Porém, deixo claro que não atribuo o meu talento a conclusão deste curso, pois em nada teria adiantado fazê-lo se eu não já trouxesse comigo desde a infância essa minha vocação. Pois talento não se adquire, se aperfeiçoa. O que se adquire são as técnicas, ou seja, novas técnicas. Digo isso para as pessoas que sempre me perguntam se eu fiz algum curso, como se meu talento fosse atribuído exclusivamente aos conhecimentos adquiridos em algum curso. Mas como eu já falei isso é um dom que se você o usa com freqüência ele se aperfeiçoa a cada dia, independente de fazer curso ou não. Já ouvi falar de pessoas que fizeram o mesmo curso que eu, ou outro parecido e terminaram frustrados por não aprenderem nada.

Assim fui vivendo durante toda minha vida continuando a usar esse dom, as pessoas me procurando para fazer trabalhos dos mais variados tipos, desde decoração de paredes de quartos, painéis de aniversário, adereços de quadrilha, caricaturas de pessoas para quadros (inclusive já fiz de várias pessoas), até pintura em fraldas, etc. E a cada novo trabalho feito eu ia me superando. E não é pra me gabar não, mas já tiveram coisas que quando eu terminava, ficava admirando, a ponto de falar: “Será que fui eu mesmo que fiz?” Mas também tem aqueles que eu nem gosto tanto, aí sempre tem alguém que vem e diz: “E não está tão bem feito?” Mas é que eu, como todo virginiano, sou muito perfeccionista, e esse perfeccionismo apesar de ser positivo em várias profissões, consegue também atrapalhar bastante em outras áreas da nossa vida. Pessoas assim costumam cobrar muito de si mesmas, e por isso podem sofrer por querer fazer tudo com muita perfeição, mesmo sabendo que nada nessa vida é perfeito. Pois perfeito mesmo são as criações Deus.

Agora vou confessar uma coisa, antigamente eu tinha muito mais paixão pelo que eu faço do que agora. Talvez isso seja devido à desvalorização do meu trabalho por parte de algumas pessoas (não todas), que acham que a gente tem que trabalhar de graça, ou acham caro os trabalhos, enquanto a gente perde nosso precioso tempo, ou até mesmo ainda tem aqueles que quando recebem o trabalho pronto dizem: “Amanhã ou depois, eu passo aqui e te pago”. Só que esse amanhã nunca chega!

São essas coisas que desestimulam os artistas e fazem com que a gente perca a aquela vontade de querer fazer bem feito, ou até de mesmo não querer nem fazer, por falta mesmo de coragem, ou por medo de ser mais uma vez enganado. Quando se é valorizado, e percebe que seus trabalhos te trazem benefícios (sejam eles financeiros ou não), surge então à vontade de produzir cada vez mais e melhor. As pessoas muitas vezes só gostam de elogiar os trabalhos, e é lógico que é maravilhoso receber elogios, mas eu nem me orgulho tanto disso, pois de que adianta receber tantos elogios e não ter o reconhecimento merecido. Não adianta.

Quero deixar um conselho para aqueles que também têm esse dom de desenhar e pintar. Se você gosta siga em frente, se dedique, procure se aperfeiçoar. Se tiver oportunidade faça um curso, seja por correspondência, ou pela internet (online). Tenha certeza de que se tiver força de vontade, você terá um bom desempenho e conseguirá alcançar seus objetivos. E se surgir oportunidades, agarre-as, pois muitas vezes elas são únicas.

Aqui encerro este relato, que não deixa de ser uma breve biografia acerca da trajetória de minha vida profissional como desenhista e pintor. Agradeço desde já a sua atenção, pela oportunidade de falar um pouco sobre mim em torno do tema proposto e de me expressar a respeito do mesmo. O meu muito obrigado, e até a próxima.


VEJA ABAIXO ALGUNS EXEMPLARES 
DOS MEUS TRABALHOS
























































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